5 dicas para criar questionários online realmente eficazes

A etapa de pesquisa com as pessoas usuárias é muito importante. E você pode fazê-la através de questionários online. Aprenda a criar um que seja realmente eficaz para o seu projeto.

Pessoa usando o notebook para responder um questionário online

Criar um questionário online e rodá-lo entre uma amostra dos possíveis usuários do seu produto é algo relativamente simples de fazer. É assim que boa parte dos pesquisadores conseguem dados para guiar seus projetos. Mas criar um que seja realmente eficaz é outros quinhentos…

Um questionário eficaz é aquele que realmente te diz o que você precisa saber. Que não seja passível de enganos e respostas de múltiplas interpretações. Como diria Erika Hall, “na pesquisa, você está resolvendo a falta de informação”. E isso se aplica também aos questionários. Logo, essa informação que você colhe deve ser precisa.

5 dicas para criar questionários online realmente eficazes

Para que todas as outras etapas tragam resultados satisfatórios, criar um bom questionário, confiável, bem pensado, é o primeiro passo. A seguir, você vai ver 5 dicas que vão te ajudar a escrever questionários melhores, que envolvam os usuários e forneçam dados mais confiáveis.

1. Perguntas abertas e fechadas: aprenda a usar cada tipo

Quando falamos de questionários, existem dois tipos de pergunta:

  • Abertas: nelas, as pessoas participantes vão escrever sua resposta, podendo ser breves, sucintos ou mais detalhistas.
  • Fechadas: nesse tipo de pergunta é preciso escolher uma ou mais das respostas previamente oferecidas.

Você pode realizar um questionário online apenas com um dos tipos de pergunta, ou mesclando-os. O importante é entender em qual situação com para qual objetivo cada tipo funciona melhor. Assim, você será assertivo.

As perguntas abertas são excelentes para obter dados qualitativos, uma vez que elas vêm carregadas da opinião, do sentimento das pessoas entrevistadas. Então, se você quer saber como alguém se sente a respeito do seu produto, ou de um problema que ele tenha passado com ele, as perguntas abertas são a melhor opção. Você pode, ainda, se surpreender com alguma resposta que não tinha mapeado ainda.

Um ponto que é importante trazer é que essas respostas tendem a tomar mais tempo na análise. Afinal, é preciso ler uma por uma, entender o que elas querem dizer e registrar os insights. Outro ponto é que, como os entrevistados terão que escrever as respostas, isso pode diminuir sua taxa de resposta. Então, um questionário com muitas perguntas abertas pode não ser uma boa ideia.

Já as perguntas fechadas são muito boas quando falamos de dados quantitativos. Afinal, você vai verificar quantas pessoas optaram por cada opção e o quanto essa porcentagem é relevante — o que as tornam muito mais fáceis e rápidas de analisar. Elas também tendem a ter taxas de resposta mais altas.

O que pode acontecer em um questionário de perguntas fechadas é deixar alguma resposta válida de fora das opções que você oferece. E com isso, a pessoa acaba escolhendo uma resposta sem ser totalmente sincera, ou se for possível, ela pula essa questão.

Por isso, é interessante dar a opção “Outros” e, logo em seguida: “Caso tenha selecionado ‘Outros’, favor especificar”. Assim, você consegue, inclusive, entender a porcentagem de pessoas que estão selecionando essa opção e o que estão especificando. Será que não vale a pena levar essas respostas para suas opções?


Leia também: Pesquisa Qualitativa x Quantitativa – Papo Qualitativo


2. Seja imparcial e não direcione o estudo

Pode parecer óbvio ou até batido repetir isso, mas não custa falar sempre: cuidado para não influenciar as respostas. Para diminuir as chances de isso acontecer, opte por perguntas não balanceadas, como “Você está satisfeito com nosso produto?”. E claro, dê opções de respostas que cubram todas as possibilidades, como:

  • Muito satisfeito
  • Satisfeito
  • Pouco satisfeito
  • Insatisfeito

Se você fizesse a pergunta da seguinte forma “O quão satisfeito você está com nosso produto?”, existe um pressuposto que a pessoa está satisfeita com o seu produto. E inconscientemente, ela pode absorver isso, mesmo que não esteja, ou não tenha uma opinião formada.

pessoa usando o notebook para responder um questionário online

3. Seja simples na sua escrita

Prefira sempre uma linguagem simples, isso garante que mais pessoas vão entender exatamente o que você quis dizer. Seja direto, afinal, as pessoas tendem a ler informações úteis. Para garantir que ela não pule suas informações e que haja uma compreensão total da pergunta, não dê mais informações do que o necessário e nem seja repetitivo.

A não ser que você conheça muito bem a bagagem das pessoas entrevistadas (por exemplo, você entrevistará um grupo de usuários experientes de uma ferramenta específica), evite jargões e conceitos avançados. Se não for este o caso e mesmo assim precisar lançar mão de termos não tão populares, explique-os.

Faça apenas uma pergunta por vez, isso facilita e simplifica a resposta. Perguntas como “Você gostaria que o app fosse conectado com as suas redes sociais e também permitisse transferências bancárias?” não vão te ajudar. Talvez a pessoa gostaria de uma coisa, mas não da outra e ela pode não conseguir explicar isso (se estivermos falando de perguntas fechadas, a coisa fica ainda mais complicada).

4. Atente-se ao tamanho da sua pesquisa

O tamanho do seu questionário é um fator-chave na taxa de resposta que você vai obter. Por isso, atente-se à quantidade de perguntas que irá colocar nela. Quanto mais curta, maior a chance de mais pessoas responderem.

Faça apenas as perguntas necessárias para, realmente, obter os dados que você precisa. Certifique-se de que cada pergunta valha a pena.

5. Pense na estrutura do seu questionário online

Como já falamos, minimizar as chances de alguém largar o questionário no meio ou simplesmente não respondê-la é muito importante. E parte disso envolve pensar na estrutura do seu questionário.

Uma boa ideia é seguir o que chamamos de funil. Nessa estratégia, você começa pelas perguntas mais generalistas, passa para as mais complexas no meio e, em seguida, retorna às perguntas gerais no final. Mas garanta que as perguntas sigam uma ordem lógica.

Com essas dicas ficou mais fácil criar pesquisas de usuários, pensando em respostas mais assertivas e alinhadas com seu propósito. Agora, é colocar a mão na massa!


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