Flash é o presente. Mobile e HTML5 são o futuro

Apesar de uma porção de gente ainda considerar o Flash como a melhor solução para a criação de animações, advergames, banners, infográficos ou uma visualização de dados mais interessante, já existe uma outra porção de gente que pensa no HTML5 como a melhor alternativa. Não se pode negar que a atual ascensão das tablets, tendo como maior protagonista o iPad, vem contribuindo bastante para esse aumento de interesse na nova versão dessa linguagem de marcação.

Baseada nessa realidade, a Periscopic criou um infográfico a partir de uma pesquisa para tentar descobrir qual o percentual do público que pode se beneficiar da implementação de projetos em HTML5 atualmente, e também qual a influencia do iPad e iPhone nesses números.

Clique aqui para ver o infográfico.

Muitas pessoas que olham esse infográfico podem pensar de imediato que o Flash é realmente a melhor opção de desenvolvimento comparado ao HTML5. Mas quem se propor a analisar o infográfico de olho num futuro próximo, vai alcançar uma visão um pouco diferente dessa realidade.

Pensando em um futuro próximo

O uso do HTML5 consiste numa gama de tecnologias novas e existentes (principalmente JavaScript, CSS3, Canvas e SVG) e tem um potencial de crescimento que me anima bastante. O fato de suas tecnologias fundamentais serem de código aberto indica que haverá uma boa base de apoio, além da possibilidade de otimizar as aplicações em questões como Acessibilidade, SEO e Semântica, e é certo que esse conjunto de recursos só tende a aumentar.

Logicamente, o Flash ainda possui maior suporte que o HTML5, sendo uma tecnologia suportada por 99% dos navegadores atuais através do Flash Player, e onde os aplicativos podem ser desenvolvidos com maior número de recursos interativos e mais velocidade do que é atualmente possível com o HTML5. No mercado de vídeos na web por exemplo, 75% deles ainda são publicados no formato Flash Video (FLV).

Porém se o assunto é Acessibilidade, SEO ou Semântica, o Flash não é a melhor das opções, por se tratar de uma tecnologia fechada. Assim como no mercado mobile, onde os protagonistas iPad e iPhone não fornecem suporte ao Flash no seu navegador padrão, o iOS Safari, que é responsável por cerca de 20% do total do mercado de navegadores móveis, o que representa cerca de 1% de todos os navegadores em uso no mercado. Apesar de parecer um número pequeno, até o momento a Apple já vendeu mais de 100 milhões de iPhones e quase 20 milhões de iPads, e a tendência é que esse crescimento seja cada vez mais exponencial.

Considerando para a utilização do HTML5 o suporte a recursos interativos, principalmente se o nosso foco é o desenvolvimento para dispositivos mobile, vemos uma implicação direta na limitação de algumas funcionalidades, principalmente em se tratando de objetos 3D, e mais ainda se pensarmos na diferença de desempenho entre o iPad e o iPad2.

Por outro lado, penso que essas limitações não terão um impacto negativo na escolha do HTML5 para o desenvolvimento de aplicações, uma vez que não somente o iPad como os demais dispositivos mobile com interfaces touchscreen proporcionam um nível de experiência diferenciado aos usuários, coisa que atrai cada vez mais adeptos: atualmente são vendidos mais dispositivos mobile com acesso a internet do que computadores desktops e notebooks. Também devemos entender essas limitações como uma mera questão pontual, própria de um momento de transição, e que devem ser sanadas quase que totalmente no momento em que o HTML5 se tornar uma recomendação definitiva e for lançado oficialmente.

Podemos ver também que todas as últimas versões dos navegadores mais utilizados já suportam o HTML5, o que representa cerca de 40% do mercado atual. Considerando que essa nova versão da linguagem só se tornará uma recomendação definitiva da W3C em 2012, podemos acreditar que em pouco tempo praticamente todos os navegadores já estarão suportando o HTML5, e sem a necessidade de plugins, como é o caso do Flash. Claro que o panorama de desenvolvimento com o HTML5 ainda é um pouco anárquico e não muito padronizado, não havendo grande unanimidade sobre a real função de alguns novos recursos ou sobre a semântica das novas marcações, e é clara a necessidade de uma metodologia mais estabelecida e unificada. Mas tudo isso já era de se esperar de uma linguagem que ainda está em fase de rascunho.

Se quisermos estar prontos para um futuro próximo, o HTML5 vem a ser a opção ideal e mais completa, principalmente se tratando de compatibilidade, Acessibilidade, SEO e Semântica, todas essas questões muito mal contempladas pelo Flash.

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