As disciplinas da Experiência do Usuário

Já faz um bom tempo que me deparei com esse diagrama feito por Dan Saffer para a segunda edição do livro Designing for Interaction, de 2009. A imagem mostra as disciplinas que sobrepõem a área que hoje conhecemos como User Experience Design. Não chega a ser a representação mais perfeita, mas é uma ótima base para nortear aqueles com pouco esclarecimento sobre aquilo que envolve essa área.

As diciplinas da Experiência do Usuário

Juntamente com esse diagrama, Dan Saffer levantou uma questão já amplamente discutida: User Experience Design pode ser considerada uma disciplina em si? Ou melhor, será que podemos projetar a experiência de um usuário?

De fato, considero a área que hoje chamamos de User Experience Design nada mais é do que uma mediação coordenada de diferentes disciplinas. Não é que possamos projetar a experiência de um usuário, afinal cada pessoa traz consigo sua própria cultura, talento, sensibilidade, desejos, motivações e comportamento. Porém, ao tratar o projeto de forma mais holística, alinhando as diferentes disciplinas a objetivos comuns, podemos trabalhar para que os produtos forneçam recursos que permitam que os usuários criem boas experiências com eles.

Como bem cita o The Nokia Design Manifestoo produto não é um fim em si, mas a porta de entrada para uma infinidade de experiências. Dessa forma, não existe uma etapa específica do projeto de um produto onde o trabalho com a experiência do usuário deva acontecer. Todas as etapas em que essas disciplinas mostradas no diagrama insidem envolvem o trabalho de User Experience Design. Todas essas disciplinas são elementos da experiência do usuário.

E você, o que acha sobre isso? Deixe sua opinião, e vamos estender essa conversa 😉

0 comentário em “As disciplinas da Experiência do Usuário”

  1. Eu vejo UX como a expressão de uma metadisciplina, que engloba uma série de ferramentas que os profissionais usam não para criar uma experiência, mas para projetá-la de modo a surpreender positivamente o usuário.

    É importante compreender que a experiência não é uma escolha, pois ela reside em qualquer ponto de contato de um usuário/cliente com uma marca, produto ou serviço, seja uma interface digital, um pós venda, atendimento num restaurante ou ligação com um call center.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima