As boas práticas para criar um questionário de pesquisa

Algumas boas práticas na hora de montar seu questionário vão te ajudar a chegar a um resultado mais atrativo para as pessoas, aumentando o número de respostas. Que tal aprender essas dicas?!

uma mão segurando uma caneta e está respondendo um questionário de papel.
Imagem — Freepik

Questionários (sejam eles online, ou não) são uma das ferramentas e métodos mais utilizados por UX Designers para conseguir dados e informações para o desenvolvimento de produtos e serviços. Versáteis, eles podem ser usados em diversas fases de um projeto, e em conjunto com outros métodos.

Voltado para a coleta e análise de dados quantitativos, os questionários podem ser feitos e enviados de forma online. Isso facilita a aplicação da pesquisa e até mesmo a abrangência, uma vez que você pode estar em uma cidade, ou até mesmo em um país diferente das pessoas que irão participar do estudo.

Mas é exatamente por nem sempre estar frente a frente com a pessoa respondente, não conseguir perceber sua reação às perguntas, ou como ela foi recebida pelas pessoas, que é importante se atentar à sua construção.

Por isso, existem algumas boas práticas na hora de montar seu questionário. Elas vão te ajudar a chegar a um resultado mais atrativo para as pessoas, que as incentive a responder (sinceramente — e isso é importante!) até o fim. Com isso, maiores são as suas chances de obter respostas.

A seguir, vamos compartilhar as melhores boas práticas para você aplicar aos seus futuros questionários. Vamos lá?!

Estabeleça e foque no seu público-alvo

Não basta fazer pesquisa. Ela precisa ser feita com as pessoas que importam e são decisivas para o projeto. Por isso, estabeleça com quem você vai falar e, só a partir disso, construa seu questionário. Essas informações vão influenciar em como você vai estruturá-lo, em como vai fazer as perguntas: linguagem, abordagem…

Como essas pessoas falam, quais termos e jargões usam? Por quais canais você consegue abordá-las? Qual o recorte desse público (por exemplo, geográfico ou etário)?

Introduza a sua pesquisa

Apresente a sua pesquisa e a intenção dela para as pessoas respondentes. Especifique quem está fazendo, quem é o ponto de contato (caso a pessoa tenha alguma dúvida), o objetivo e o que esperam com o resultado. É importante, também, informar se ela é anônima ou não.

Essa prática ajuda a passar confiança para quem vai responder a sua pesquisa. Além de tratar com transparência os objetivos, o processo…

Torne a sua pesquisa atrativa

Esta dica está ligada ao primeiro impacto, ao primeiro contato. Para isso, explore ferramentas de interação, que atraiam e gerem nas pessoas interesse em responder seu questionário.

Lembrando sempre da primeira dica: é com base na definição do seu público-alvo ou da sua persona, caso você já a tenha, que você vai construir seu questionário e pensar em como torná-lo mais atrativo.

Saiba fazer as perguntas da forma correta

Questionários tendem a pedir perguntas concisas e escritas em ordem direta. Isso permite que a pessoa respondente compreenda melhor e mais rápido o que você está perguntando. Outro ponto importante é que elas devem ser perguntas inteligentes e sem tantas repetições. Assim, você demonstra conhecimento e domínio do assunto, transmitindo mais segurança para as pessoas.

Depois de pensar nas perguntas e na forma de fazê-las, agrupe-as por semelhança. Você pode usar títulos, divisão de sessões e descrição para guiar as pessoas pelo questionário, entendendo em que etapa estão, o assunto…

mulher sentada em frente ao computador, respondendo um questionário online
Imagem — Freepik

Usou siglas, termos estrangeiros e vocabulário técnico? Explique-os!

Os questionários costumam ser respondidos por uma boa variedade de pessoas, o que não permite garantir qual será o nível de conhecimento de cada uma. Por isso, deixe o texto o mais claro e simples possível e evite vocabulário técnico. E se for necessário usá-los, explique todos!

Mas caso você esteja falando com uma amostra de respondentes muito restrita e direcionada, você pode pular esta etapa. Por exemplo, a pesquisa será feita apenas com pessoas que trabalham com enfermagem. Logo, você não precisa explicar os termos técnicos presentes na pesquisa. Ou só pessoas que também falem espanhol vão responder — sem necessidade de alguma tradução de palavras desta língua.

Evite pedir informações pessoais no início

Quando as pessoas já responderam a maior parte da pesquisa, é menos provável que desistam e a larguem incompleta. Por isso, se você precisa de dados pessoais, recomendamos que você os questione mais para o final da pesquisa.

Se possível, deixe essas perguntas como opcionais, assim, você coleta respostas mesmo de quem não quer passar informações mais sensíveis.

Não deixe as pessoas em becos sem saída

Garanta que as alternativas de cada pergunta cubram todas as respostas possíveis. Assim, elas serão mais sinceras e sua análise terá mais relação com a realidade. Uma boa opção é oferecer como última alternativa a resposta como “outros/as”, com um espaço para que ele possa explicar melhor.

Pode-se usar também opções como “não tenho uma opinião definida”, “não me lembro” ou “não sei”. Apesar de serem vagas, elas evitam uma resposta assertiva, mas falsa — que influenciaria nos resultados.

Use as ferramentas online ao seu favor

Hoje, existem muitas ferramentas de criação, envio e análise de questionários online. Use-as a seu favor! Algumas realmente fazem um bom trabalho e vão facilitar todo o processo após a construção da pesquisa: ou seja, a etapa da análise. Alguns bons exemplos:

Google Forms: permite que o usuário crie questionários e colete informações de forma simples e rápida. Oferece personalização de layout, diferentes tipos de respostas, adição de imagens e vídeos, gráficos de respostas em tempo real e compartilhamento da pesquisa por e-mail e redes sociais.

SurveyMonkey: uma das plataformas de pesquisa online mais populares, permite a criação de temas personalizados, é capaz de prever o desempenho do questionário e oferece diferentes tipos de pesquisa e resposta. Também filtra e compara os dados coletados e disponibiliza relatórios com formatos diferentes de visualização. Conta com versão gratuita e paga.

Typeform: é uma ferramenta bastante completa, personalizável e intuitiva. O usuário pode desfrutar de modelos de pesquisa predefinidos ou iniciar seu formulário do zero, além de diversas ferramentas de personalização e indicação. Também tem plano de assinatura gratuito ou pago.

Faça a pesquisa da pesquisa

Como disse Elizabete Ignacio, em um artigo no LinkedIn, “não dá para abrir mão do pré-teste. É quase uma pesquisa antes da pesquisa (o que claramente impacta no preço), mas é o que indica que o caminho está correto, evita erros bobos de formulação e impede que trabalhos inteiros sejam desperdiçados”.

Com essa “pesquisa da pesquisa”, analisar as respostas e pedir feedbacks: as perguntas estão claras? Como foi responder? A ordem das perguntas fez sentido para você?

E quer uma dica bônus? Tente sempre deixar dois campos extras ao final do questionário:

  • Gostaria de acrescentar algo que não foi mencionado?
  • Gostaria de deixar contato caso a gente queira se aprofundar na conversa?

Dentre as respostas da primeira pergunta costumam aparecer pontos interessantes, sejam comentários, perguntas, uma explicação mais aprofundada de alguma resposta… Já na segunda, você consegue gerar um banco de dados para entrevistas em profundidade que podem vir na sequência.

Viu? São dicas simples, mas que podem fazer toda diferença no resultado. Por aqui, esperamos que os seus futuros questionários, depois dessas dicas, sejam mais assertivos, com taxas de respostas mais altas e que tragam melhores resultados para os seus projetos!


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